segunda-feira, 13 de abril de 2009

Falsas Luzes de Falsas Ribaltas!

No país das celebridades instantâneas, é comum ver no Fantástico o cara que ganhou 1 milhão no Big Brother distribuir autógrafos e atender solicitações de fotos, etc.
Não quero fazer a crítica pequeno burguesa, bancando o intelectual de esquerda, rançoso e anti popular.
Mas é dose!
Existe hoje, uma verdadeira feira de horti-fruti-granjeiros no que se refere às ditas celebridades. tem a mulher mamão, mulher goiaba, homem abóbora... sei lá o que mais. Todos celebridades.
Nada contra... e acho até divertido essa coisa toda!
Contudo, devemos atentar que somente nas culturas pouco desenvolvidas, é que essas brincadeiras midiáticas, deixam de ser brincadeira e passam à ser verdadeiros cultos, com direito à ataques de histeria coletiva, pra não falar em violência generalizada.
Essas coisas, minha gente, só pode interessar e só interessa às elites que precisam oprimir e para isso, se faz necessário que hajam oprimidos e de preferência oprimidos voluntários!
Fico pensado no pobre diabo que vende o voto pelo prato de feijão e farinha. Acho que no frigir dos ovos, este é menos responsável do que aquele que voluntariamente se torna um oprimido. Oprimido pelas falsas luzes, de falsas ribaltas que prostituem a arte.
Mas... é a vida...se não tem pão... que venha o circo!

Fraterno abraço
André

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Enfim - O Livro!

Resolvi falar!
"Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda
Que é apenas o meu jeito de viver... o que é amar!"
Lindos ditos do Gonzaguinha ...
Vou tentar não falhar com o blog, e devo estar postando sempre a cada dia....
Contudo, resolvi atender o apelo de meu editor, e iniciei hoje o projeto de meu livro...
Vou ter pouco tempo, uma vez que não pretendo me afastar da atividade clínica.
Aos meus amigos que acompanham meus escritos e gostam das realidades que as vezes escancaro sem o menor pudor, mostro hoje, os ítens iniciais no livro...
Espero que comprem quando sair... risos
Fraterno abraço
André
PRÓLOGO

EU NÃO POSSO FALAR - A TRISTE HISTÓRIA DOS ESTÁLOS DA NOITE, infelizmente não pode ser considerado um escrito fictício ou fora de uma realidade possível. Tem a ver com o desenvolvimento atual de nossa história e sobretudo, com a destruição de muitos de nossos filhos, amigos e parentes.
Trata-se de uma ESTÓRIA inventada. Criada da fantasia de quem escreve. Mas certamente, é uma HISTÓRIA que é escrita a cada dia por milhares de famílias brasileiras, e epidemicamente nas famílias do Rio grande do Sul.
Vou abordar em forma de novela, uma trama da qual muita gente não quer falar. As famílias não querem falar, as autoridades não querem falar, e na verdade, ninguém quer falar... Nem mesmo as vítimas querem falar... e se deixam a cada dia, consumir e consumir...
Vou falar de drogas! Mas vou falar das drogas, numa conotação pouco explorada. Vou falar das drogas, que nos últimos 5 anos, infiltram-se na classe média- alta. É ela que sustenta o tráfico e todos os crimes reprocriados pelo simples fato de comprar o “baseadinho” do fim de semana.
Obviamente, vou me utilizar das minhas experiências clínicas como psicanalista, e outras experiências que ao longo de 20 anos tive o prazer e o desprazer de viver, evidenciando contudo, que TODOS OS PERSONAGENS SÃO FICTÍCIOS, embora os fatos sejam inspirados em subjetividades vividas e reais.
Na verdade, o projeto do livro começou a girar em minha cabeça, bem no início do tratamento de um paciente, vítima dessa síndrome avassaladora.
Eu que não creio, peço à deus que tudo que aqui for lido e escrito, contribua, ilumine e console à todos cujas vidas estejam identificadas pelo drama descrito.
Eu que não creio, peço à deus que as sombras se dissipem, e que luzes azuis e florais, rodeadas de borboletas coloridas substituam todas as dores daqueles que se identificarem com os personagens do escrito que se inicia.

Às margens de um rio, outono de 2009.

PREFÁCIO

Estava inquieto. Deprimido.
Há meses pensava em fazer alguma coisa que pudesse ser mais efetiva no sentido de tornar sua atividade clínica mais produtiva.
Tratava de pessoas em todos os níveis do sofrimento. A maioria eram mulheres. Ricas, pobres, velhas e jovens. Todas com os sofrimentos de mulheres sobreviventes de milhares de anos de repressão, e que o limiar do século XXI ascendia uma réstia de luz... no fim do túnel... mas enfim, uma réstia de luz!
Mas esse mesmo início de século, trouxe ao psicanalista um aumento considerável em demandas nem tão evidentes como são as questões endógenas e exógenas próprias dos seres humanos ditos convencionais, que naturalmente se confundem e muitas vezes se perdem nas suas questões edípicas mal elaboradas, e sobretudo quando retalhadas pelos conceitos e preconceitos tão comuns desde que o mundo é mundo.
Começaram a chegar os primeiros pacientes em estágios comprometedores de drogadição.
Iniciam-se os tratamentos... alguns sucessos... muitos insucessos!
Era uma luta desigual contra todos os apelos do consumismo, da mídia traficante e da moda de “não ser careta”!
E tinha toda aquela questão que o consumia.... A questão ética aliada ao fato de ser um fragoroso combatente das cronicidades produzidas pelos tratamentos químicos, o deixavam inexoravelmente encurralado entre a cruz e a espada.
Até que... num Agosto de cães loucos... resolveu falar..
Assim surgiu... EU NÃO POSSO FALAR - A TRISTE HISTÓRIA DOS ESTÁLOS DA NOITE!
P.S. O livro deve estar nas bancas no segundo semestre deste ano!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Apenas Humanos!

Hoje vou fazer algo inédito. Vou depor contra a sensibilidade feminima. E será com uma dor na alma, pois adoro as mulheres, e classifico-as como o ápice da criação.
Aqui já falei dos sem noção, dos mitomaníacos, dos chatos, dos aliciadores e até dos cornos que merecem serem cornos. Todos os textos eram verdadeiras odes exaltando a sensibilidade feminina.
Hoje quero falar das mulheres que escudadas por uma cultura machista milenar, inferiorizam-se pensando que nada mais nas suas vidas tem valor, a não ser pelas suas pernas, bundas e peitos.
Tem aquelas, que sufocadas pelos seus gozos reprimidos, chegam a conflituar a própria convivência humana, dividindo esta em grupos antagônicos: Homens de um lado versus Mulheres do outro!
Foram essas mulheres, as principais aliadas dos movimentos repressores ao longo da história humana.
Na idade média, o serviço secreto da inquisição era composto em grande parte mulheres que acreditavam que mulheres só serviam pra procriar e servir seus amos e senhores.
Os movimentos de extrema direita em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil, tiveram como ícones midiáticos mulheres recrutadas pelas ditaduras, que afirmavam, empunhando placas e cartazes, que as mulheres livres eram todas meretrizes e objetos sexuais de revolucionários tarados!
No movimento de 68 na França, para cada mulher de verdade que queimava sutiens e clamava por liberdade, havia 3 adeptas do fascísmo machista.
Por fim, quero dizer que acho que os conflitos não precisavam existir. Não precisava existir o machismo. Nem o feminismo. Somos todos indivíduos de uma raça só... Somos Humanos. Nem negros, nem brancos, nem heterossexuais... APENAS HUMANOS!
Portanto mulheres que eu amo... cuidado com os conceitos que venham a emitir. E não esqueçam, que um dos mecanismos de defesa do ego é a negação. Pensem pois, naquilo que seus conceitos manifestam. Eles podem ser um desejo inconsciente manifestado!

Fraterno abraço
André

sábado, 4 de abril de 2009

Sábado pra não questionar!

Milhões de anos de evolução, e ainda existe preconceito.
Estamos na era pós corrida espacial, e ainda existe fome.
A internet é uma realidade, e a rede mundial que nos últimos anos foi popularizada democraticamente (??) passa à ser uma ferramenta importante para todos os segmentos e não mais apenas para os militares do pós guerra exorcistas de comunistas e comunistas comedores de criancinhas.
Mesmo assim, temos professores despreparados, e muitos deles reconhecidamente classificados como analfabetos funcionais.
A medicina é atualmente um milagre. Um milagre tecnológico que mesmo as mais terríveis patologias podem ser remediadas. No entanto, ainda morre gente de diarréia e sarampo.
Mas tudo bem... hoje é sábado... e é aniversário do Internacional - o Clube do Povo.
Consta que o Inter nasceu de uma dissidência que não suportava o preconceito das elites gaúchas de 100 anos atrás.
Parabéns aos amantes do esporte bretão, e principalmente aos colorados ...
Deixemos para segunda, as questões menos importantes como o antagonismo das coisas que citei no início do artigo.
Fraterno abraço à todos!
André

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Uma Mulher Casada!

Há algum tempo, recebi um email de uma amiga, e lá ela me falava de um projeto. O projeto tinha por título Divã, e a amiga era a Martha Medeiros.
Amei o livro, e recomendo à todos.
Adoro o tema que é protagonizado por mulheres de verdade. Mulheres que sofrem, amam, odeiam, gozam e se analisam...risos!
E a mulher casada, é meu tema predileto.
A mulher casada, quando é feita feliz (???), vira mãe, cozinheira, faxineira, psicóloga ( do pior dos pacientes - ou seja o marido), operária full time e principalmente escudo de todas as flechas lançadas pelo santo matrimônio.
Uma mulher casada, quando se veste para encantar o chato, ele a chama de vulgar por mais que ele vire a cabeça pras outras mulheres casadas que pensam em encantar seus maridos.
Até que... uma mulher casada se descobre... e começa a perceber que existem outras coisas que não sejam pratos e panelas sujas, e que por incrível que pareça, o orgasmo não foi proibido por nenhum decreto, e quando ela menos espera, descobre que está escolhendo melhor as calcinhas que veste para ir ao super mercado!
Uma mulher casada, um dia me disse que amantes teriam que ser direito adquirido... e pelo SUS!
E derepente, mesmo lá no seu íntimo, quando o chato está coçando o saco no meio da sala em frente a TV, reverenciando o Galvão Bueno, ela está pensando na calcinha que vai vestir na sua folga de segunda ou sexta feira...
E o interessante disso tudo, é que depois disso, ela já nem acha mais o chato tão chato assim. E ela fica mais bonita... e ela se gosta mais...!
Meu texto de hoje deve estar sendo terrível para alguns... risos
É essa a intenção.
Portanto senhores chatos, maridos de um modo geral, e homens de todo o gênero: Uma MULHER casada, ou melhor, a SUA mulher casada, por ser sua e por ser casada, AINDA pode ser MULHER! É só ela descobrir...risos

Fraterno abraço
André

P.S.: DIVÃ, o filme, estréia dia 17 no cinema!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Vida na minha vidinha!

Hoje eu conheci Vida! Vida tem 91 anos, e logicamente o nome dela não é exatamente esse, e logicamente eu vou omitir, mas o apelido é Vida... e não podia ser diferente!
Vida chegou... e foi logo me atropelando:
- Porque tu é tão sério???? Pareces um velho! Desde que te vi chegar, não te vejo rindo????
E por ai se foi...
Me deu um show de viver ... a Vida.
Ela não me falou nada que eu mesmo não tenha dito aos meus pacientes de 20 anos... risos
Mas que show de viver.
A Vida me disse que na sexta feira passada, foi num baile... chegou as 6 da manhã e os filhos e netos já estavam desesperados... e ela mandou todos à merda!
Dormiu o dia inteiro... e na noite de sábado foi pra outro baile!
A Vida estava com uma sacolinha cheia de folhas de carambola. Chá pro diabetes!
Depois do terceiro baile, Vida ficou com dor nas pernas... tomou um paracetamol com cerveja, e fez um vestido pra festa da próxima sexta.
91 anos....que show a Vida!
Eu que não creio, hoje agradeci à deus pela Vida ter surgido na minha vidinha hoje.
Vida fez cirurgia plástica nas minhas cicatrizes, e deixou um sorriso na minha cara de besta!
Vida esperou 3 anos, o conseguiu operar as cataratas pelo SUS...
Lê os jornais e costura sem óculos.
Obrigado Vida! Quero voltar à te ver...e a minha também!
Fraterno abraço
André

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Multidisciplinaridade no Combate à Dor!

Antes de começar, devo dizer que apesar de livre pensador, progressista, etc, vou resistir o máximo possível à tal reforma ortográfica. Um dia quem sabe explico as minhas razões.
Bem... por circunstâncias de minha atividade clínica, resolvi há meses atrás, que faria algumas leituras no campo do espiritismo.
Lá no início da carreira, estudei Kardec superficialmente, e acho que um psicanalista deve falar todas as línguas, uma vez que se propõe à ouvir todas as línguas.
Então fui ler um título de uma escritora chamada Zybia Gasparetto. Ninguém é de Ninguém o título do livro.
Não vou comentar talento literário ou pragmatismo de entendimentos etc... Mas vou comentar, que neste livro, aparecia um terapeuta trabalhando contra o sofrimento humano em parceria com médiuns. Achei legal isso.
Meus pacientes e meus amigos, sabem que defendo com unhas e dentes a multidisciplinaridade no combate a dor.
Acho que o mundo seria melhor se psiquiátras, cardiologistas, psicanalistas, psicólogos, dentistas, e todos os profissionais da área, abrissem mão de seus preconceitos e não se sentissem o gás da Coca-Cola, e tratassem daquilo que realmente importa - o sofrimento de seus pacientes.
Aliás... eu não abriria mão de nenhum médium, pai-de-santo ou mesmo ufólogo que pudesse me ajudar a recuperar um paciente consumido pelo crak.
À propósito: Abri, abro e sempre abrirei mão daqueles que se acham o gás da Coca - Cola, e com o pretexto de serem únicos ( nunca vi o curso de formação em ser deus na faculdade!), tornam-se cronicistas dependentes de laboratórios e que fazem por conseguinte, seus pacientes serem dependentes de suas receitas controladas e viciados nas "tinas" e nos "zepans" que o FDA americano condena, mas que os ministérios da saúde de países subdesenvolvidos distribuem à torno e a direito.
Fraterno abraço!
André