sexta-feira, 24 de abril de 2009

Apocalypse Now !

Semaninha pesada! Quebrada pelo feriado dos 509 anos do descobrimento do Brasil.
Ao escrever a última frase me deu vontade de gargalhar. Descobrimento do que mesmo???
Tenho descoberto muitas coisas nos últimos meses, mas confesso aos amigos que acho que o Brasil ainda não conseguiu se DESCOBRIR... e como Cazuza falou, ainda não mostrou sua cara. Ou melhor, mostrou. E é uma cara suja, ranhenta, com a boca cheia de cáries, ouvidos sujos e principalmente olhos que lacrimejam sangue!
Por incrível que pareça, ( aqueles que me conhecem sabem que pouco me relaciono com crianças) tenho estado próximo de crianças em idade escolar. Credo! Que horror!!!
Alunos de 4ª, 5ª e até de 8ª série, analfabetos funcionais. Não sabem interpretar nem entender o texto mais medíocre que lhes possa ser apresentado.
Bem... nessa semana ... vi e revi em dvd, a obra Apocalypse Now, com a mais recente visão do diretor Francis Ford Coppola.
Coppola editou a versão da década de 70, e na minha opinião, tornou melhor ainda aquela que já seria naturalmente uma obra prima.
O que me chama atenção, é a cena em que as coelhinhas da playboy, que são levadas ao front para entreter os combatentes e depois do show, tendo o helicóptero em pane, ficam perdidas na selva do Camboja.
O promoter delas, troca dois galões de combustíveis pelos prazeres que as moças podem proporcionar aos soldados liderados pelo Martin Sheen. Num primeiro momento, a coisa parece até meio engraçada, porque cada soldado tem apenas 15 minutos, e todos eles tem fantasias antigas com as meninas, etc...
Mas... verifica-se que cada uma delas, tinha sonhos diferentes.
A garota de Maio, só queria continuar com sua carreira de adestradora de pássaros. A Miss do Ano, só queria que deixassem ela mostrar seus talentos no campo da literatura e da arte cênica.
No entanto, elas estavam lá... trocando o óleo dos soldados doidos, em troca de óleo para o helicóptero.
Belo filme. Recomendo a versão REDUX, lançada em 2000.
Pra nós brasileiros, não descobertos, o filme não vai ser tão chocante. Aliás, acho que pode ser até um retrato metafórico de nossa realidade.
Fraterno Abraço
André

Um comentário:

  1. Olha só. Eu acho que esse livro está te dando o que fazer, e estás esquecendo de nós aqui do blog. Estou sentindo falta daqueles textos diários que me faziam molhar lenços e outras coisas. PÔ Dr...compareça mais.... ahahahahahah
    Cláudia magra/ Novo Hamburgo

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